Correcção de mordida cruzada vestibular em dentição decídua. Relato de dois casos

Autores

  • Jerusalén E. Mata T.
  • A. Carolina Medina
  • María del Carmen Prieto

DOI:

https://doi.org/10.47990/alop.v6i2.121

Palavras-chave:

Mordida cruzada, Dentição decídua, Dentição Mista, Maloclusão, Crianças, Odontopediatria

Resumo

A mordida cruzada posterior vestibular ou mordedura em tesoura acontece quando as cúspides linguais dos molares superiores ocluem para vestibular das fossas centrais dos molares inferiores, ou quando as faces palatinas dos dentes superiores ficam em contacto com as faces vestibulares dos dentes inferiores. Podem ser funcionais ou ser causadas por inclinações lingual dos molares inferiores ou por assimetrias mandibulares. O tratamento precoce é recomendado para normalizar as relações transversais e promover o correto desenvolvimento da oclusão. São apresentados dois casos de mordida cruzada posterior vestibular unilateral em dentição decídua e mista. Caso 1: paciente do sexo masculino, 5 anos de idade, apresentou lesões extensas de cárie, normoclusão, mordida cruzada posterior vestibular unilateral direita e foi tratado com aparelhos fixo tipo Bi-Helix com bandas cimentadas nos segundos molares decíduos. Caso 2: paciente do sexo masculino, 5 anos de idade, apresentou lesões extensas de cárie, normoclusão, mordida cruzada posterior vestibular unilateral esquerda e foram colocadas pistas diretas em resina. Nos dois casos, foi alcançado uma relação transversal satisfatória, com a correção da mordida cruzada vestibular. Conclusão: a mordida cruzada posterior vestibular pode acontecer devido ao desvio mandibular por interferências oclusais e a inclinações inadequadas aos molares decíduos. Quando esta é a etiologia, o tratamento é bem sucedido com a utilização de pistas directas de resina, eliminação de contatos prematuros e aparelho expansor inferior tipo Bi-Helix.

Referências

Saturno D’ Escrivan L, Torres MC. Ortodoncia en denticion Mixta Caracas: Amolca; 2007.

Proffit WR, Ackerman J. The characteristics of maloclusion: A modern approach to classification and diagnosis. Am J Orthod. 1969; 55: 443-454.

Malandris M, Mahoney Ek. Aettiology, diagnosis and treatment of posterior cross-bites in the primary dentition. International J Ped Dent. 2004; 14: 155-66.

Castañer A. Med. Oral patol. oral cir.bucal. [Online].; 2006. Disponible en: http://scielo.isciii.esscielo.php?script=sci_arttextpid=S1698-69462006000200022&lng=es.

Padilla M, Tello L, Hernández J. Enfoque temprano de las maloclusiones transversales, diagnóstico y tratamiento. Revisiónde la literatura. Rev Estomat. 2009; 17: 30-7.

Dimberg L, Lennarstsson B, Söderfeldt B, Bondermark L. Malocclusions in children at 3 and 7 years of age: a longitudinal. Eu J Orthod. 2013; 35: 131-7.

Kisling E. Occlusal interferences in the primary dentittion. ASDC J Dent Child. 1981; 43: 151-91.

Valencia R. Treatment of unilateral buccal crossbites in the primary, early mixed and permanet dentitions: Case reports. J Clin Ped Dent. 2007; 31: 214-8.

Nojima K, Takaku S, Murase C, Nishii Y, Sueshi K. A Case Report of Bilateral Brodie Bite in Early Dentition Using Bonded Constriction Quad Helix Appliance. Case report. Bull Tokyo Dent Coll. 2011; 52: 39-46.

Dos Santos R, Isper Garbin A, Saliba Garbin A. Early Correction of Malocclusion Using Planas Direct Tracks.Case Report. Case Rep Dent. 2013; 2013: 395784. Published online 2013 Sep 3. Consultado 03 de mayo 2015. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3776552/

Thilander B, Pena L, Infante C, Parada SE, de Mayorga C. Prevalence of malocclusion and orthodontic treatment need in children and adolescentes in Bogota, Colombia. An epiddemiological study to different stages. Eu J Orthod. 2001; 23: 153-62.

Galarza L, Torres V. Síndrome de Brodie en denticion mixta temprana. Tratado con aparatologia removible adhesiva. Resporte de un caso. Odontol. Sanmarquina. 2008; 11: 88-91.

FUNDACREDESA. Estudio sobre la oclusion dental Indice IPTO. En Estudio Nacional de crecimiento y desarrollo Humano de la Republica de Venezuela. Caracas; 1996.

Leighton B. Early recognition of normal occlusion. In the biology of occlusal development University of Michigan: Ed. Macnamara JA Jr Craniofacial series. Center for human growth and development; 1997.

Planas P. Rehabilitación Neuro-Oclusal (RNO) Barcelona: Actualidades Médico Odontológicas Latinoamérica, C.A; 2000.

Pignataro Neto G, Puppin-Rontani RM, Rodriguez Garcia RCM. Changes in the masticatory cycle after treatment of posterior crossbites in children aged 4 to 5 years. AJO. 2007 Abril; 131: 464-72.

Langbert B, Kazuhito A, Miner M. Asimetrias transversales esqueletales y dentarias en pacientes con mordida cruzada posterior unilateral. AJO. 127. 2005; 127: 6-15.

Mata J, Zambrano F, Quirós O, Farias M, Rondón S, Lerner H. Expansión rápida de maxilar en Maloclusiones transversales: Revisión Bibliográfica. Revista Latinoamericana de Ortodoncia y Odontopediatria. [Online].; 2007. Disponible en: http://www.ortodoncia.wspublicaciones/2007/art11.asp. Consultada 12 de julio 2015.

Lippold C, Stamm T, Meyer U, Végh A, Moiseenko T, Danesh G. Early treatment of posterior crossbite- a randomised clinical trial. Disponible en http://www.trialsjournal.com/content/14/1/20. 2013;: 14:20. Consultada 12 de julio 2015.

Ugalde F. Clasificación de la maloclusión en los planos anteroposterior, vertical y transversal. ADM. 2007; 97-109.

Abraham JE, Alexander SA. Overview of anterior and posterior crossbites in children. NYSDJ. Ped Dent. 1997; 3: 36-38.

Publicado

2021-02-01

Edição

Seção

Relato de casos

Como Citar

Correcção de mordida cruzada vestibular em dentição decídua. Relato de dois casos. (2021). Revista De Odontopediatria Latinoamericana, 6(2). https://doi.org/10.47990/alop.v6i2.121