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Derechos del niño

Ana Cristina Zacarías, A. Carolina Medina, Karla Mayra Rezende, Francisco Hernández, María Alejandra Lipari, Paulo Redua, Laura Hermida, Ana Raggio.

Dentro del marco del XIX Congreso Latinoamericano de la Asociación Latinoamericana de Odontopediatría ALOP y I Congreso de la Asociación Uruguaya de Odontopediatría SUOP en Montevideo, Uruguay octubre 2018 se discutieron varios temas de mucho interés para el Odontopediatra, abordando, entre otros, los derechos del niño y el uso del consentimiento/asentimiento informado en la consulta odontopediátrica.

Nuestro interés fue el conocer el marco jurídico en cuanto a los derechos del niño en los países latinoamericanos. Si bien todos estamos suscritos a los tratados internacionales sobre los derechos fundamentales proclamados por el Fondo de las Naciones Unidas para la infancia (UNICEF), que promueve la defensa de los derechos del niño en cuanto a suplir sus necesidades básicas y contribuir con su desarrollo, en todos los países existen leyes diversas de protección a la niñez. En las presentaciones se evidenciaron países muy desarrollados y con un extenso marco jurídico de protección a la niñez y otros que presentan la necesidad de trabajar más en el tema, sobre todo respecto al derecho de recibir salud tanto médica como dental.

Tuvimos la oportunidad de contar con la participación en el panel de discusión con una experta en maltrato infantil y una abogada especialista en derechos del niño, además de docentes y odontopediatras expertos en atención ambulatoria y hospitalaria. Se abordó el tema de maltrato infantil, el cual cada día se diagnostica con mayor frecuencia y se discutió sobre nuestro papel como Odontopediatras en la detección y prevención de situaciones de maltrato. Se hizo énfasis en que la práctica diaria favorece que podamos tener una relación cercana y de confianza con los padres y en entorno de vida del niño, lo cual podría permitir detectar en algún signo que nos haga sospechar de abuso infantil, destacando cuáles acciones podríamos tomar como odontopediatras comprometidos con el bienestar de nuestros niños. Entre las conclusiones alcanzadas en esta mesa de trabajo destaca que el profesional de la salud debe manejar con mucho tacto la situación, porque generalmente el abuso lo infringen personas muy cercanas a su círculo familiar, por ello, debemos asegurarnos de tener un nivel adecuado de información, comprensión y preparación para abordar de forma oportuna y efectiva este problema.

Otro aspecto de importancia abordado en esta mesa de trabajo fue la implementación rutinaria del consentimiento/asentimiento informado. El niño y sus padres tienen derecho a ser informados acerca del tratamiento dental que se va a realizar, a conocer la naturaleza de la afección, los objetivos del tratamiento, beneficios, riesgos del tratamiento, que sucedería si el mismo no se realiza. Por esta razón se consideró de utilidad generar, con la colaboración de los países latinoamericanos, un consentimiento/asentimiento informado genérico ALOP para la práctica clínica del Odontopediatra, puesto a disposición con acceso libre para ser descargado desde la página de ALOP. Aunque legalmente es el padre o representante de los pacientes menores de edad quien puede autorizar el tratamiento y otorgar el consentimiento informado, actualmente existe una nueva tendencia en cuanto a la participación del niño en la toma de decisiones. Es por ello por lo que se considera que entre los 9-12 años el niño tiene competencia para participar en las decisiones referentes a su salud, cobrando relevancia la importancia de lograr su asentimiento al momento de plantear el tratamiento a realizar.

Durante el desarrollo de la mesa se enfatizó en que en todo momento, como profesionales, debemos cumplir con los principios éticos Medico-Odontológicos en la atención del paciente: Autonomía, derecho del paciente a estar involucrado en la decisiones de su tratamiento o los padres en caso de menores de edad; Beneficencia, actuar de acuerdo al interés del paciente y de forma oportuna; No Maleficencia: no ocasionar daño alguno al paciente y en caso de no poder atender las necesidades del paciente remitirlo a otro profesional y Justicia, actuar correcta y responsablemente con el paciente, colegas y público en general brindando la atención óptima sin menoscabo de cualquier característica el paciente.

Les entregamos el nuevo número de la Revista de Odontopediatría Latinoamericana, gracias a todas las personas que trabajan ardua y desinteresadamente para hacer posible este medio de comunicación y divulgación, que nos permite poder compartir con ustedes material científico y actividades realizadas en los encuentros latinoamericanos, nuestro compromiso como ALOP es siempre trabajar en beneficio de la sonrisa sana y feliz de nuestros niños latinoamericanos y el bienestar científico y profesional de los Odontopediatras latinos.


Direitos da criança

Ana Cristina Zacarías, A. Carolina Medina, Karla Mayra Rezende, Francisco Hernández, María Alejandra Lipari, Paulo Redua, Laura Hermida, Ana Raggio.

Durante o XIX Congresso Latino-Americano da Associação Latino-Americana de Odontopediatria ALOP e I Congresso da Associação Uruguaiana de Odontopediatria SUOP em Montevidéu, Uruguai, realizado em outubro de 2018, discutiu diversos temas de grande interesse para o Odontopediatra, abordando, entre outros, os Direitos das crianças e o uso de consentimento informado / consentimento na consulta odontológica pediátrica.

Nosso interesse era conhecer a legislação sobre os direitos da criança nos países latino-americanos. Embora todos nós subscrevamos os tratados internacionais sobre direitos fundamentais proclamados pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), que promove a defesa dos direitos da criança em termos de satisfazer suas necessidades básicas e contribuir para o seu desenvolvimento, em todos os países existem leis diferentes para a proteção das crianças. As apresentações mostraram países muito desenvolvidos com um extenso arcabouço legal para a proteção de crianças e outros que apresentam a necessidade de trabalhar mais sobre o assunto, principalmente no que diz respeito ao direito de receber saúde tanto médica quanto odontológica.

Tivemos a oportunidade de participar do painel de discussão com um especialista em maus-tratos infantis e um advogado especializado em direitos das crianças, bem como professores e odontopediatras que atuam em atendimento ambulatorial e hospitalar. A questão do abuso infantil foi abordada, no qual, a cada dia se é cada vez mais diagnosticado, e então a importância de se debater qual o nosso papel como Odontopediatras na detecção e prevenção de situações de abuso e mal tratos. Enfatizou-se que a prática diária favorece para que possamos ter um relacionamento próximo e confiante com pais e em torno da vida da criança, o que poderia nos permitir detectar algum sinal que nos faz suspeitar de abuso infantil, comprometendo com bem estar de nossas crianças e destacando quais ações poderíamos tomar como odontopediatras. Entre as conclusões obtidas nessa reunião, destacou-se que o profissional de saúde deve lidar com a situação com muito cuidado, pois o abuso geralmente é infligido por pessoas muito próximas ao seu círculo familiar, portanto, devemos garantir que tenhamos um nível adequado de informação, compreensão e preparação para lidar com este problema de maneira oportuna e eficaz.

Outro aspecto de importância abordado nessa discussão foi a implementação rotineira do consentimento informado / consentimento. A criança e seus pais têm o direito de serem informados sobre o tratamento odontológico proposto, conhecer a natureza da condição, os objetivos do tratamento, os benefícios, os riscos do tratamento, o que aconteceria se não fosse realizado. Por esse motivo, considerou-se útil gerar, com a colaboração dos países da América Latina, um consentimento / consentimento informado genérico da ALOP para a prática clínica do Odontopediatra, disponibilizado com acesso gratuito para ser baixado da página do ALOP. Embora os pacientes menores de idade tem como os pais/ responsáveis os representantes legais que podem dar o consentimento informado e autorizar o tratamento, atualmente existe uma nova tendência em relação à participação da criança no processo de tomada de decisão. Por isso, considera-se que entre 9 e 12 anos a criança tem competência para participar de decisões sobre sua saúde, ganhando relevância a importância de obter seu consentimento ao propor o tratamento a ser realizado.

Durante a reunião, foi enfatizado que em todos os momentos, nós, profissionais, devemos cumprir com os princípios éticos Médico-Odontológico na assistência ao paciente: a autonomia, o direito do paciente em se envolver com decisões de tratamento ou pais, caso a criança seja menor de idade; Beneficência, agir de acordo com o interesse do paciente e em tempo hábil; Não-maleficência: não causa qualquer dano ao paciente e caso não seja da expertise atender um determinado caso, realizar um encaminhamento para um outro colega e justificar a conduta de forma responsável com os pacientes, colegas e público em geral que prestam cuidados sem prejuízo de qualquer característica do paciente.

Entregamos à você, a nova edição da Revis-ta Latimoamericana de Odontopediatria, graças a todas as pessoas que trabalham com afinco e sem interesse de fazer esse um possível meio de comunicação e divulgação, que nos permite compartilhar, com você, um material científico e atual sobre as atividades das reuniões latino-americanos. O nosso compromisso como ALOP é sempre trabalhar para o benefício do sorriso saudável e feliz de nossas crianças latino-americanas e o bem-estar científico e profissional dos odontopediatras latinos.