Artigo Original

Nível de conhecimento dos defeitos de esmalte e tratamento entre os odontopediatras

María Gabriela Acosta de Camargo1; Alfredo Natera2

Resumo

Alvo: Avaliar o conhecimento dos defeitos do esmalte dentário entre os especialistas em odontologia pediátrica e tratamentos disponíveis para o tratamento. Material e método: Foi um projeto de pesquisa descritiva, com um campo não-experimental, com estudo transversal. A população do estudo consistiu de 31 especialistas em odontopediatria, praticantes na Venezuela, que vieram de sete universidades em diferentes países. Resultados: Verificou-se que 77,41% dos entrevistados sabiam foram observados os defeitos do esmalte, especificamente fluorose, e 51,61% pigmentação. 41,93% dos entrevistados combinado com o diagnóstico de hipomineralização incisivo Molar. O mais conhecido entre os dentistas tratamentos pediátricos foram Microabrasão (90,32%), branquear (58,06%), folheados (54,83%) e resinas (51,61%). Conclusão odontopediatras pesquisados neste estudo mostraram um nível aceitável de conhecimento ao esmalte defeitos e tratamentos disponíveis para melhorar a aparência dos mesmos.

Palavras chave: conhecimento, defeitos de esmalte, dentistas pediátricos


Artículo Original

Nivel de conocimiento de defectos de esmalte y su tratamiento entre odontopediatras

Resumen

Objetivo: Evaluar el conocimiento de defectos de esmalte entre odontólogos especialistas en Odontopediatría y tratamientos disponibles Material y método: Fue una investigación de tipo descriptiva con un diseño de campo no experimental, con encuesta transversal. La población objeto de estudio estuvo conformada por 31 especialistas de Odontopediatría, practicantes en Venezuela, quienes provenían de 7 universidades de diferentes países. Resultados: Se encontró que 77,41% de los encuestados sabían el defecto de esmalte que estaban observando, específicamente fluorosis, y 51,61% Pigmentación. De los encuestados 41.93% acertaron con el diagnóstico de Hipomineralización Molar Incisivo. Los tratamientos más conocidos entre odontopediatras fueron la microabrasión (90.32%), blanqueamiento (58.06%), carillas (54.83%) y resinas (51.61%). Conclusión: Los odontopediatras consultados en el presente estudio mostraron un nivel aceptable de conocimiento hacia los defectos de esmalte y los tratamientos disponibles para mejorar la apariencia de los mismos.

Palabras clave: Conocimiento, defectos de esmalte, odontopediatras


Review Article

Level of knowledge concerning enamel defects and their treatment among pediatric dentists

Abstract

Objective: Assess the level of knowledge of dental enamel defects among specialists in pediatric dentistry and available treatment. Material and method: It was a descriptive research design with a non-experimental field, with cross-sectional survey. The study population consisted of 31 pediatric dentistry specialists, practitioners in Venezuela, who came from seven universities in different countries. Results: It was found that 77.41% of respondents knew the enamel defects were observed, specifically fluorosis, and 51.61% pigmentation, 41.93% of respondents matched with the diagnosis of hypomineralization Molar incisor. The best known treatments among pediatric dentists were Microabrasion (90.32%), bleaching (58.06%), veneers (54.83%) and resins (51.61%). Conclusion: Pediatric dentists surveyed in this study showed an acceptable level of knowledge to enamel defects and treatments available to improve the appearance thereof.

Key words: Knowledge, enamel defects, pediatric dentists


  1. Odontopediatra. Profesora asociada del Departamento de Odontología del Nino y del Adolescente. Universidad de Carabobo. Venezuela.
  2. Profesor de la Cátedra de Odontología Operatoria. Universidad Central de Venezuela.

Introdução

Os Defeitos do Desenvolvimento do Esmalte (DDE) são um conjunto de alterações clinicamente visíveis no esmalte, causadas por modificações que acontecem durante a biomineralização ou secreção da matriz do esmalte.1 Qualquer alteração apresentada durante a formação do esmalte gera mudanças permanentes na estrutura pois os ameloblastos, células formadoras do esmalte de origem ectodérmica e altamente especializadas, apresentam uma escassa capacidade reparativa.2

A importância do diagnóstico dos DDE tem sido associada com o aumento da presença de cárie dentária, fraturas dentárias, sensibilidade, manejo do comportamento na consulta odontológica, alterações psicológicas, problemas estéticos3-5 entre outros.

Os DDE representam problemas comuns dentro nas populações e favorecem a formação de lesões de cárie, tanto na dentição decídua como na permanente.6-8 O cirurgião-dentista deve conhecer fatores de risco e apresentações clínicas dos DDE para oferecer tratamentos conservadores, estéticos e protésicos encaminhados a uma odontologia cosmética que diminua a visualização dos defeitos e forneçam soluções efetivas desse problema, amplamente estudado. Muitas vezes, o diagnóstico dos DDE não é preciso e, por falta de conhecimento, as intervenções precoces adequadas são negligenciadas. Os DDE possuem uma variedade de manifestações clínicas que, dependendo do momento da formação dentária em que acontecem, serão evidenciadas clinicamente. É importante conhecer sua etiologia, o mecanismo como são produzidas as alterações, diferenciar cada uma delas e oferecer opções de manejo que diminuam sua evidenciação clínica, favorecendo tanto a estética como a função.9

A prevalência dos DDE varia segundo a população estudada. Algumas pesquisas desenvolvidas no Brasil7, Malaysia10 e Tonga11 reportam uma prevalência de DDE de 29,7% excluindo fluorose dentária.7 Porém, na China12 e Nova Zelandia13, registram-se níveis de até 100%. Essa variação nos dados atribui-se aos tipos de defeitos estudados, diferentes classificações ou índices utilizados, características de campo de estudo diferentes (iluminação, exame nas superfícies úmidas ou secas, fatores socioeconómicos, genéticos, raciais e étnicos entre outros).7,13

A etiologia dos DDE tem sido relacionada com: baixo peso ao nascer14, doenças sistémicas como asma15, doença celíaca16, malnutrição17, doenças renais18-21, catapora, exposição à fumaça do tabaco, otite, ingesta de dentifrício fluoretado22, índice de massa corpora l.5.

Sujeitos que apresentam DDE podem apresentar isolamento e angustia, disfunção elevada, mal-estar e deficiência, atribuível à condição bucal, pois os DDE têm um marcado impacto na saúde psicosocial das pessoas afetadas, especialmente em idades tempranas.23 Também, podem produzir efeitos negativos na percepção própria da saúde bucal de crianças e seu desempenho diário.24 No Reino Unido, conduziu-se uma pesquisa em pacientes entre 7 e 16 anos, com DDE visíveis nos incisivos permanentes e que tinham recebido tratamento de microabrasão, com ou sem restauração de resina adicional. Antes do tratamento, as crianças reportaram altos níveis de preocupação, vergonha e percepção de que seus dentes apareciam amarelos e descoloridos. Após o tratamento, as crianças perceberam uma melhora significativa na aparência dos dentes, sentiram-se mais felizes e com mais confiança. 25

Em 1901 foi realizada o primeiro DDE por McKay.8 Inúmeros índices têm sido desenvolvidos com o objetivo de identificar e classificar os DDE. Esses, têm se dividido em dois grupos principais: aqueles que descrevem a fluorose dentária e os que descrevem, os defeitos do esmalte como tal. Para fluorose, o mais utilizado é o Índice de Dean26 e, para os outros DDE, o Índice de Defeitos do Desenvolvimento do Esmalte modificado por Clarkson e O’Mullane27, mas também, o da FDI28. No entanto, várias desvantagens têm sido encontradas ao se estudar os índices, acima mencionados1.

Com o desenvolvimento de critérios específicos da Academia Europeia de Odontopediatria (EAPD), tem aumentado o interesse na pesquisa da prevalência de opacidades delimitadas da sustância do esmalte, conhecidas como Hipomineralização Molar Incisivo (MIH). Porém, a falta de um sistema padronizado que registre os dados da MIH em levantamentos epidemiológicos tem contribuído, em grande medida, às múltiplas variações na prevalência reportada nos estudos. Precisa-se, então, a validação de um método de classificação e sua confiabilidade e utilidade, assim como a realização de pesquisas que o utilizem em diferentes grupos etários e populações.29

Tratamentos disponíveis para defeitos do esmalte

Atualmente, existem numerosos tratamentos estéticos e cosméticos para melhorar e/ou dissimular a aparência dos DDE. Entre eles, destacam-se: a microabrasão, clareamentos dentários, macroabrasão e o uso de facetas de porcelana.

A microabrasão é uma técnica conservadora, ideal para eliminar defeitos superficiais no esmalte. Além disso, pode ser complementada com clareamento para obter melhores resultados. 30,31

Considerando a alta incidência de crianças que apresentam manchas hipoplásicas ou fluorose na dentição permanente, têm se comparado diferentes técnicas de microabrasão em odontopediatria avaliando sua efetividade, encontrando bons resultados para o uso de ácido hipoclorídrico - 10% com pedra pomes. Entretanto, tem se substituído o último por ácido fosfórico a 37% associado a pedra pomes na proporção 1:1.30 Da mesma maneira, tem se indicado o uso de ácido hipoclorídrico a 6% com sílica aplicando pressão mecânica com taça de borracha com baixa velocidade 32. Alguns estudos clínicos suportam a eficácia y longevidade desse tratamento seguro minimamente invasivo33,34, obtendo resultados bem satisfatórios conseguindo a eliminação total das pigmentações produzidas pela fluorose e melhorando, notavelmente, a superfície do esmalte usando um tratamento conservador e permanente. 35

Existe também a macroabrasão, técnica usada para a remoção de manchas superficiais localizadas, pudendo melhorar, em grande medida, a aparência 36. Nela, e realizado um desgaste maior utilizando sistemas rotatórios de alta velocidade.

Outros tratamentos têm sido propostos para os DDE como o uso de facetas de porcelana, que devem ser aplicadas depois de uma avaliação multidisciplinar para determinar se sua aplicação é realmente necessária. 37

É imperativo conhecer os defeitos do esmalte e identificá-los para poder orientar, incluso, aos cuidadores acerca da condição bucal dos pacientes. Entretanto, é necessário saber se os especialistas recebem a capacitação suficiente para o manejo de termos e diagnóstico diferencial dos DDE. Assim, o conhecimento científico deve prevalecer antes de oferecer tratamentos alternativos, cosméticos e estéticos.

A presente pesquisa teve como objetivo avaliar o conhecimento na identificação dos DDE entre odontólogos especialistas em odontopediatria e os tratamentos disponíveis.

Materiais e Métodos

Foi desenvolvida uma pesquisa de tipo descritiva com campo no experimental e enquete transversal. A população de estudo, esteve conformada por especialistas em Odontopediatria, praticantes na Venezuela, originários de 7 universidades diferentes de vários países: Universidade Central da Venezuela, Universidade de Carabobo, Universidade do Zulia, Universidade Santa María, Universidade Tecnológica do México, Pontifícia Universidade Javeriana, Universidade de Nova Iorque.

A pesquisa foi desenvolvida mediante o uso de uma enquete estruturada, enviada a 40 odontopediatras, dos quais 31 responderam. Assim, a amostra esteve conformada por 31 odontopediatras que receberam o instrumento via e-mail. A estrutura do instrumento apresentava 3 imagens e uma questão e o tempo de resposta era de 3 a 5 minutos. Realizou-se uma questão fechada por imagem.

As imagens utilizadas foram de pacientes que assinaram o termo de consentimento livre esclarecido para que pudessem ser utilizadas (Figura 1, figura 2 e figura 3).

Figura 1.Fluorose dentária
Figura 1. Fluorose dentária
Figura 2.Opacidade delimitada
Figura 2. Opacidade delimitada
Figura 3. Amelogênese imperfeita
Figura 3. Amelogênese imperfeita

A validação do instrumento foi realizada pela avaliação e julgamento de um número impar de experts nas áreas de odontopediatria (2) e metodologia de pesquisa (1). Os dados obtidos foram analisados e processados utilizando técnica estatística descritiva com o programa SPSS.

Resultados

Na Tabela 1 observa-se que após observarem a primeira imagem do instrumento (Figura 1), que avaliava o conhecimento dos participantes acerca dos DDE, encontrou-se que 77,41% deles conheciam o defeito do esmalte observado, especificamente fluorose dentária. Porém, um 29.03% o confundiu com hipoplasia do esmalte e uma porcentagem muito menor o identificou como opacidade (9.67%) e amelogênese imperfeita (3.22%). Só um dos entrevistados respondeu não saber o defeito apresentado na imagem (3.22%).

Tabela 1. Identificação da fluorose como defeito do esmalte.
Tabela 1. Identificação da fluorose como defeito do esmalte.
F. A. frequência absoluta F. R. frequência relativa

A Tabela 2 mostra que para a segunda imagem (Figura 2), o 51,61% dos participantes conheciam o defeito do esmalte observado, especificamente pigmentação. Um 12.90% o identificou como uma hipocalcificação, 9.67% como hipoplasia e, uma porcentagem muito menor, como hipomineralização (3.22%) e opacidade delimitada (3.22%). Um 19.35% dos respondentes reportou não saber que defeito estava sendo apresentado.

Tabela 2. Identificação da pigmentação.
Tabela 2. Identificação da pigmentação.
F. A. frequência absoluta F. R. frequência relativa

Na terceira imagem (Tabela 3), pediu-se para avaliar o defeito: amelogênese imperfeita. Dos participantes, o 41.93% acertou com o diagnóstico. Um 29.03% identificou como hipoplasia do esmalte e um 16.12% como Hipomineralização Molar Incisivo. Só o 3.22% relacionou o defeito apresentado com dentinogênese imperfeita ou hipocalcificação. Por fim, o 6.45% respondeu não saber.

Tabela 3. Identificação da amelogênse imperfeita.
Tabela 3. Identificação da amelogênse imperfeita.
F. A. frequência absoluta F. R. frequência relativa

Finalmente, na Tabela 4 podem se observar as respostas para os tratamentos estéticos y cosméticos que os participantes conheciam e indicavam como alternativas para melhorar os DDE. Uma alta porcentagem (90.32%) reportou conhecer a microabrasão, o 58.06% o clareamento, 54.83% facetas de porcelana e 51.61% resinas. Os demais tratamentos reportados foram coroas 35.48%, aplicação de fluoretos 32.25%, selamento 16.12%, cimentos de ionômero de vidro 9.67%, megabrasão 6.45% e profilaxia 3.22%.

Tabela 4. Nível de conhecimento de tratamentos disponíveis para DDE.
Tabela 4. Nível de conhecimento de tratamentos disponíveis para DDE.

Discussão

Dos resultados obtidos, pôde-se observar que os odontopediatras participantes têm um conhecimento adequado dos DDE, especialmente da fluorose dentária, que foi identificada pela maioria. No entanto, chama a atenção a confusão existente principalmente entre pigmentação e hipoplasia ou Hipomineralização Molar Incisivo (HMI). É importante ressaltar que a pigmentação é uma coloração extrínseca ou intrínseca que possui um dente, enquanto que a hipoplasia é um defeito quantitativo, representado por uma falta de sustância de esmalte no formato de fossa ou fissura28,38; e a HMI é uma translucidez ou opacidade do esmalte, bem definida e não difusa como a fluorose. Embora não seja sempre o caso, o esmalte hipomineralizado pode apresentar rompimento, deixando a dentina exposta e envolve os primeiros molares, incisivos superiores e inferiores da dentição permanente. 49

Atualmente existe uma crescente demanda de tratamentos dentários estéticos na população adolescente e infantil, que incluem microabrasão, clareamentos, facetas, coroas. Existem tratamentos apropriados que maximizam a preservação da estrutura dentária e evitam injurias que podem acontecer durante a recuperação da superfície dentária.40 Todavia, existem casos onde a microabrasão pode não solucionar problemas maiores de pigmentação ou perda da estrutura e, fazem imperativas outras alternativas terapêuticas. 41

Quando as técnicas anteriormente mencionadas falharem na consecução do resultado desejado, a camuflagem da opacidade com resina composta pode ser útil. Novas técnicas tais como a infiltração ou o selamento da opacidade, podem alterar o índice da refração da luz no esmalte, oferecendo mais opções de tratamento. 42

Não menos importante, destacam-se a segurança, eficácia, estabilidade de cor a longo prazo e mal-estar (sensibilidade dentária e irritação gengival) dos produtos disponíveis no mercado para clareamento. É necessário que os mesmos sejam avaliados43 para conhecer a margem de segurança no uso, sobretudo em pacientes pediátricos.

Pelos resultados reportados na enquete, pode-se inferir que os odontopediatras conhecem os tratamentos atuais para melhorar os DDE. Porém, é importante salientar que os profissionais devem alertar sobre a prevenção da fluorose e outros DDE, assim como a importância de um diagnóstico adequado, além de explicar as opções terapêuticas disponíveis para pacientes pediátricos,44 devido à má informação da segurança do seu uso.

Além do anteriormente exposto, os DDE têm um impacto no desenvolvimento da cárie dentária. Eles representam um fator de risco para essa doença multifatorial. Se cuidados pré e pós-natais, assim como uma adequada nutrição forem adotados, é provável que a aparição de lesões de cárie associadas aos DDE, diminua. O controle da doença cárie e o manejo de lesões em molares severamente afetados é um desafio para o clínico. Dai a importância de se conhecer e prevenir os DDE. Pois a prevenção dos DDE é possível só quando se conhecerem os fatores causais. 45

Poucos são os estudos que medem o nível de conhecimento dos DDE por parte de dentistas 46-49. Parecesse que se dá uma maior importância àquilo relacionado com cárie dentária.50,51 No entanto, os DDE afetam não só a integridade da estrutura dentária, mas também, geram problemas de sensibilidade, estética, função e autoestima.

É conveniente apontar que, na presença de DDE como amelogênese imperfeita, está indicada a realização de inter-consultas devido à relação com problema renais. 52-55

Apesar deste estudo contar com um tamanho de amostra reduzido, pode ser pioneiro na informação acerca do nível de conhecimento dos especialistas sobre DDE. Mais pesquisas devem ser desenvolvidas para destacar a importância do conhecimento dos DDE e suas consequências, assim como a transferência dos mesmos entre cirurgiões-dentistas. Faz-se necessária uma melhora na difusão de técnicas simples ao alcance da população infantil que contribuirão na percepção deles como indivíduos.

Conclusão

Os odontopediatras consultados no presente estudo mostraram um nível de conhecimentos aceitável relacionado com os Defeitos do Desenvolvimento do Esmalte e os tratamentos disponíveis para melhorar a aparência dos mesmos. No entanto, sugere-se continuar a aprofundar no conhecimento, identificação e diagnóstico dos DDE a fim de conseguir manejos mais adequados e longevos.

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Recebido: 13/09/2016
Aceito: 04/11/2016
Correspondência: María Gabriela Camargo. Urb Manongo Calle La Colina 2 Res Villas de Bugambilia. Valencia.
Tlf 02418947988 04144287424 gabrieladecamargo@yahoo.com

Agradecimiento al Dr. Juan Sebastian Lara por su traducción al portugués.