Artigo Original

Comparação de duas técnicas alternativas de abordagem comportamental: musicoterapia e distração audiovisual no controle da ansiedade em crianças de 5 a 10 anos

Lorena Alarco-Cadillo1, Leslie Casas Apayco2, Mario Reyes Bossio3, María Cecilia Ramírez Torres4

Resumo

Atualmente tem se demonstrado que a ansiedade pode influir negativamente na conduta das crianças durante a consulta odontológica originando rejeição ao tratamento. As técnicas de abordagem não farmacológicas para o controle da ansiedade em crianças são consideradas uma boa opção para a abordagem comportamental ajudando a melhorar o grau de colaboração durante o tratamento. Objetivo: Comparar duas técnicas não farmacológicas (musicoterapia e distração audiovisual) no controle da ansiedade antes, durante e depois o tratamento odontológico em crianças de 5 a 10 anos de idade. Materiais e Métodos: Este estudo comparou os níveis de ansiedade de 60 crianças de 5 a 10 anos de idade atendidas no Centro Universitário de Saúde (UPC). As crianças foram randomizadas e divididas em três grupos: Grupo controle, Grupo de Musicoterapia e Grupo Distração audiovisual. Os dados foram coletados por um operador utilizando o Venham Picture Test-VPT (1-8) e a Escala de ansiedade Venham (0-5) antes, durante e depois do tratamento odontológico. Resultados: Não houve diferença estatística na avaliação da ansiedade pré-tratamento odontológico nos três grupos do estudo (p>0,05). Porém, houve uma diferença estatística na avaliação da ansiedade durante o tratamento (p=0,001) e pós-tratamento (p=0,0001), nos três grupos estudados. Conclusões: Houve uma redução nos níveis de ansiedade das crianças durante e depois do tratamento odontológico utilizando as técnicas comparadas.

Palavras chave: musicoterapia, técnicas, crianças, ansiedade, tratamento dental.


Artículo Original

Uso de dos técnicas alternativas de manejo de conducta: musicoterapia y distracción audiovisual, en el control y manejo de ansiedad en pacientes pediátricos de 5 a 10 años

Resumen

En la actualidad, se ha demostrado que la ansiedad influye significativamente en la conducta de los niños durante la consulta dental ocasionando un rechazo total del niño a la atención odontológica, optándose por el uso de técnicas no farmacológicas para el control y manejo de la ansiedad, así conseguir un comportamiento receptivo. Objetivo: Comparar dos técnicas no farmacológicas (musicoterapia y distracción audiovisual) en el control de la ansiedad antes, durante y después del tratamiento dental de niños entre 5 y 10 años atendidos en el Centro Universitario de Salud (UPC). Materiales y métodos: Se realizó un estudio cuasi experimental, comparándose los niveles de ansiedad obtenidos con el Test de Dibujos de Venham (1 -8) y la Escala de Ansiedad de Venham (0-5) a un total de 60 pacientes pediátricos bajo las técnicas no farmacológicas musicoterapia y audio visual. Resultados: El promedio de puntaje obtenido antes de la consulta dental con el Test de Dibujos de Venham para el grupo control fue de 2, para el grupo musicoterapia fue de 1,4 y de 1,45 para el grupo audio visual; el promedio de la escala de Ansiedad durante la consulta para el grupo control fue de 1,4 y de 0,2 para musicoterapia y audiovisual. Por último, el puntaje después de la consulta dental para el grupo control fue de 1,95, para musicoterapia fue de 0,45 y para el grupo audio visual fue de 0,3. Sí se encontraron diferencias significativas para la evaluación de la ansiedad con la Escala de Ansiedad de Venham aplicada durante el tratamiento dental entre los tres grupos de estudio (p=0,001). Conclusiones: Se concluye que existe una reducción de los niveles de ansiedad durante y después de emplear ambas técnicas no farmacológicas.

Palabras clave: musicoterapia, técnicas, niños, ansiedad, tratamiento dental.


Review Article

Use of two alternative techniques for the management of behavior: music therapy and audiovisual distraction, for the control and management of anxiety and child’s behavior

Abstract

It has been shown that anxiety has a significant influence on a child’s behavior during a dental appointment and consequently a negative impact on their oral health. It may cause the child to reject their dental treatment. Today, dentists can choose non-pharmacological techniques for the management and control of anxiety to achieve a receptive patient behaviour. Objectives: The aim of this study was to compare two non-pharmacological techniques and for managing anxiety before, during and after dental treatment in 5 to 10 year-old children treated at the university health center. Material and Methods: A quasi experimental study was carried out and the anxiety levels obtained with the Venham Picture Test (1-8) Venham Anxiety Scale (0-5), were applied in 60 pediatric patients in total, using the non-pharmacological techniques: music therapy and audiovisual distraction. Results: The mean score obtained before the dental appointment with the Venham Picture Test was 2 for the control group; 1.4 for the music therapy group and 1.45 for the audiovisual group. The mean score of Venham Anxiety scale during a dental appointment was 1.4 for the control group and 0.2 for the music therapy and audiovisual group. Lastly, the score after dental appointment was 1.95 for the control group, 0.45 for the music therapy group and 0.3 for the audiovisual group. There is a significant difference among the three groups (p=0,001) for anxiety. Conclusions: We conclude that there was a reduction of anxiety levels during and after using both non-pharmacological techniques in the studied population.

Key words: music therapy, techniques, children, anxiety, dental treatment.


  1. Alumno de la Carrera de Odontología de la Universidad Peruana de Ciencias Aplicadas, UPC. Lima-Perú.
  2. Doctor en Ciencias Odontológicas Aplicadas, Profesor Investigador de la Carrera de Odontología de la Universidad Peruana de Ciencias Aplicadas, UPC. Lima-Perú.
  3. Docente de la Carrera de Psicología de la Universidad Peruana de Ciencias Aplicadas, UPC. Lima-Perú.
  4. Especialista en Odontopediatría y Docente de la Carrera de Odontología de la Universidad Peruana de Ciencias Aplicadas, UPC. Lima-Perú.

Introdução

Durante o atendimento odontológico de crianças, é possível encontrar um comportamento não colaborador devido a diversos fatores tais como: curta idade, medo ao tratamento, experiências anteriores negativas e ansiedade dos pais1. A ansiedade pode originar estresse durante os atendimentos alterando o comportamento da criança resultando na ausência nas consultas programadas, maiores intervalos de retorno e um significativo aumento na complexidade dos tratamentos odontológicos. Assim, considera-se de grande importância que o odontopediatra realize uma abordagem comportamental adequada na criança para poder ganhar a confiança dela e conseguir uma melhora gradativa do comportamento durante os atendimentos.1,2

Essas reações negativas são comuns em crianças com ansiedade prévia ao tratamento, as quais são antecipadas e ocorrem de forma independente a estímulos externos. O controle da ansiedade é essencial para o sucesso do tratamento odontológico, pois ajuda a criança a vencer seus medos, com atendimentos tranquilos e sem estresse e sem originar experiências negativas que possam ter repercussões negativas no futuro.2

LA Academia Americana de Odontopediatria (AAPD)3 sugere que cada paciente deve ser tratado individualmente e com especial cuidado durante o tratamento odontológico. Assim, diversas técnicas de abordagem comportamental têm sido complementadas, sendo agrupadas em: técnicas farmacológicas e técnicas não farmacológicas. As técnicas farmacológicas incluem o uso de medicamentos ansiolíticos para reduzir o nível de ansiedade durante o tratamento odontológico, utilizando em ocasiões a restrição física passiva ou ativa. A técnica não farmacológica inclui técnicas de abordagem comportamental tais como: Falar-Mostrar-Fazer, Reforço Positivo, Musicoterapia, Distração audiovisual entre outras1,2

A musicoterapia e a distração audiovisual são técnicas efetivas na abordagem de crianças não colaboradoras durante os atendimentos. Estas técnicas são uma opção às técnicas de abordagem invasiva (contenção física) ou sedação consciente, as quais podem ter um risco emocional ou físico na criança, respectivamente1. Além disso, estas técnicas permitem que o dentista possa melhorar a qualidade de serviços oferecidos, reduzindo o tempo de trabalho e a ansiedade durante o tratamento e motivando o paciente em relação à sua saúde bucal. Portanto, o objetivo deste estudo foi comparar duas técnicas alternativas de abordagem comportamental (musicoterapia e distração audiovisual) no controle da ansiedade, antes, durante e depois do tratamento odontológico em crianças atendidas no Centro Universitário de Saúde da Universidade Peruana de Ciências Aplicadas (UPC).

Material e métodos

O estudo foi aprovado pelo Comité de Ética da UPC (PI257-15). Foram avaliadas 60 crianças do total de crianças atendidas na Clínica de Odontopediatria do Centro Universitário de Saúde, da Universidade Peruana de Ciências Aplicadas (UPC), Lima - Perú. Crianças na faixa etária de 5 a 10 anos de idade com necessidade de tratamento odontológico foram incluídas no estudo. Foram excluídas as crianças com comportamento não colaborador, com doenças sistêmicas e/ou neurológicas, crianças que não assinaram o termo de assentimento ou cujos pais não assinaram o termo de consentimento.

As 60 crianças foram randomizadas e divididas em três grupos. No primeiro grupo (Grupo controle), foram aplicadas as técnicas de abordagem comportamental tais como: Falar-Mostrar-Fazer e Reforço Positivo durante o tratamento. No segundo grupo (Grupo Musicoterapia) foram utilizados MP3 com arquivos de musica instrumental e fones de ouvido os quais foram entregues às crianças, sendo que elas podiam escolher o tipo de musica que queriam escutar (Figura 1). No terceiro grupo (Grupo distração audiovisual) as crianças receberam fones de ouvido e óculos de realidade virtual Google CardBoard, com 4 filmes animados para livre escolha (Figura 2).

Figura 1. MP3 (iPod) e fone de ouvido utilizado como distração musical
Figura 1. MP3 (iPod) e fone de ouvido utilizado como distração musical
Figura 2. Visor Google Cardboard, celular Smartphone (iPhone) e fone de ouvido utilizados como distração audiovisual
Figura 2. Visor Google Cardboard, celular Smartphone (iPhone) e fone de ouvido utilizados como distração audiovisual.

As crianças que participaram neste estudo foram aquelas que receberam atendimento nas primeiras datas da Clínica de Odontopediatria, pois nesses atendimentos somente são realizados tratamentos menos invasivos e complexos. Os tratamentos odontológicos realizados foram tratamentos restauradores tais como: resinas compostas e selantes preventivos ou invasivos. Não foram realizados outros tipos de tratamentos mais invasivos. As crianças foram avaliadas individualmente por um operador durante um período máximo de 60 minutos.

Para avaliar a ansiedade pré e pós-tratamento odontológico foi utilizado o Venham Picture Test (VPT) e para avaliar a ansiedade durante o tratamento foi utilizada a Escala de Ansiedade de Venham5. A avaliação foi realizada por um operador antes, durante e depois do tratamento de cada criança.

Figura 3. Venham Picture Test (VPT), Teste pré e pós-tratamento odontológico. Tomado de: Venham L, 1979.
Figura 3. Teste pré e pós-tratamento odontológico. Tomado de: Venham L, 1979.3

O Venham Picture Test (VPT)4 contem oito pares de desenhos, cada par de imagens representa uma criança ansiosa, chorando, com medo ou correndo. A pontuação esta representada por uma escala de 1 a 8, onde os valores de 1 a 4 não estão relacionados à ansiedade, e os valores de 5 a 8 estão relacionados à ansiedade (Figura 3). A Escala de Ansiedade de Venham5 contêm 6 categorias, onde 0=criança completamente colaboradora ou sem ansiedade e 5 = criança completamente não colaboradora ou com muita ansiedade5.

Para a análise estatística foi avaliada a distribuição normal da amostra. Foram realizados o teste de Shapiro-Wilk e medidas de tendência central e dispersão para o desfecho ansiedade nos grupos de musicoterapia e distração audiovisual na análise univariada. Para comparar a ansiedade dos grupos estudados antes e depois o tratamento odontológico foi utilizado o Teste de Kruskall-Wallis e o Teste de Wilcoxon, respectivamente. Todas as análises estatísticas foram realizadas com o Stata 12.0®.

Resultados

Houve uma diferença significativa nos grupos de musicoterapia (p=0,0013) e no grupo de distração audiovisual (p=0,0005) ao comparar o nível de ansiedade pré e pós- tratamento odontológico utilizando o Venham Picture Test (VPT) (Gráfico 1).

Gráfico 1. Comparação do nível de ansiedade pré e pós-tratamento odontológico nos grupos controle, musicoterapia e distração audiovisual utilizando o Venham Picture Test (VPT).
Gráfico 1. Comparação do nível de ansiedade pré e pós-tratamento odontológico nos grupos controle, musicoterapia e distração audiovisual utilizando o Venham Picture Test (VPT).

No grupo controle, a média obtida na avaliação da ansiedade pré-tratamento odontológico foi maior (2±1,55) quando comparada com a média pós-tratamento odontológico (1,9±1,19) e com a média durante o tratamento odontológico (1,4±0,75). No grupo musicoterapia, a média obtida na avaliação da ansiedade pré-tratamento foi maior (1,4±1,18) quando comparada com a média pós-tratamento (0,45±0,75) e com a média durante o tratamento (0,2±0,52). Finalmente, no grupo Distração Audiovisual a maior média de ansiedade foi encontrada na avaliação pré-tratamento odontológico (1,45±1,43) e a menor média foi durante o tratamento odontológico (0,2±0,52). Neste grupo, a média da ansiedade pós-tratamento foi 0,3±0,8. (Gráfico 2)

Gráfico 2. Avaliação da ansiedade nos grupos controle, musicoterapia e distração audiovisual utilizando o Venham Picture Test (VPT) e a Escala de Ansiedade de Venham.
Gráfico 2. Avaliação da ansiedade nos grupos controle, musicoterapia e distração audiovisual utilizando o Venham Picture Test (VPT) e a Escala de Ansiedade de Venham.

Avaliação da ansiedade nos grupos controle, musicoterapia e distração audiovisual utilizando o Venham Picture Test (VPT) e a Escala de Ansiedade de Venham. (Gráfico 3)

Gráfico 3. Comparação dos grupos controle, musicoterapia e distração audiovisual antes, durante e depois do tratamento odontológico utilizando o Venham Picture Test (VPT) e a Escala de Ansiedade de Venham.
Gráfico 3. Comparação dos grupos controle, musicoterapia e distração audiovisual antes, durante e depois do tratamento odontológico utilizando o Venham Picture Test (VPT) e a Escala de Ansiedade de Venham.

Discussão

Alguns estudos têm relatado que uma porcentagem das crianças em idade escolar apresenta ansiedade durante os tratamentos odontológicos originando dessa forma uma rejeição aos tratamentos, a qual pode permanecer até a adolescência6. Este estudo teve como objetivo comparar duas técnicas alternativas de abordagem comportamental para o controle da ansiedade de crianças durante a consulta odontológica. Da mesma maneira, estudos realizados por Naithani e Viswanath7 em 2014 e Ram et col.8 em 2010 também avaliaram a musicoterapia e distração audiovisual para o controle da ansiedade nos atendimentos odontológicos. Estas técnicas poderiam ajudar a mudar o comportamento diminuindo o nível de ansiedade e melhorando o grau de colaboração das crianças.

A musicoterapia considera a música como o elemento-chave para realizar uma adequada abordagem da ansiedade do paciente ansioso. Estudos realizados por Marwah et al9, Divya et al10 e Singh et al11 demonstraram que essa técnica pode conseguir efeitos positivos no aspecto psicológico e fisiológico do paciente ansioso. A distração audiovisual é uma técnica que consegue isolar o paciente de imagens e sons externos, transportando-o fora do ambiente odontológico12. Em 2011, Mikala et al13 realizaram um estudo onde demonstraram que os pacientes que utilizaram “vídeo-óculos” presentaram um melhor comportamento durante os tratamentos odontológicos realizados.

Neste estudo foi utilizado o Venham Picture Test (VPT)4 e os resultados foram avaliados de forma quantitativa para avaliar a ansiedade pré e pós-tratamento odontológico. Este Teste possui certas vantagens, pois é fácil e rápido de aplicar e compreender. Além disso, este teste é um instrumento que só contem imagens sendo acessível às crianças de 4 anos de idade12. Assim, quando foi comparado o nível de ansiedade pré e pós-tratamento odontológico utilizando o Venham Picture Test (VPT) foi encontrada uma diferença significativa nos grupos de musicoterapia e distração audiovisual.

No grupo controle não foram encontradas diferenças significativas, pois os níveis de ansiedade permaneceram muito similares ao inicio e final da consulta odontológica. No entanto, houve uma diferença significativa nos grupos de musicoterapia e distração audiovisual ao encontrar-se uma considerável redução nos níveis de ansiedade pré e pós-tratamento.

Os resultados obtidos neste estudo coincidem com os resultados dos estudos realizados por Singh D et al11, Navit S et al13 e Aitken JC et al14 que utilizaram a musicoterapia como única técnica de abordagem comportamental não encontrando diferenças significativas na redução dos níveis de ansiedade nos grupos controle e musicoterapia antes do tratamento odontológico.

Em relação à ansiedade durante o tratamento odontológico utilizando a Escala de ansiedade de Venham5, houve uma redução dos níveis de ansiedade durante o tratamento nos grupos estudados. Um resultado similar em relação ao grupo distração audiovisual foi obtido no estudo realizado por Naithani & Viswanath7 onde houve uma redução quase total da ansiedade.

Além disso, neste estudo foram encontradas diferenças significativas na redução dos níveis de ansiedade pós-tratamento odontológico. Este resultado não condiz com resultado obtido no estudo de Aitken JC et al14 onde não houve diferença significativa entre o grupo controle e musicoterapia depois da consulta odontológica.

Os resultados deste estudo demonstraram que as técnicas comparadas (musicoterapia e distração audiovisual) foram efetivas no controle da ansiedade durante e depois do tratamento odontológico. Assim, estas duas técnicas podem ser consideradas pelo odontólogo como alternativas para abordagem comportamental de crianças. Dessa forma, estas técnicas podem contribuir a reduzir os níveis de ansiedade das crianças devido à ausência de experiências negativas durante o tratamento odontológico melhorando o comportamento das crianças de forma gradativa.

Conclusões

O uso de técnicas alternativas no controle da ansiedade em crianças pode oferecer diversas opções de tratamento que não comprometam a saúde do paciente, constituindo uma escolha para os pais que não aceitam as técnicas de contenção física durante os tratamentos odontológicos.

A distração audiovisual é uma boa opção de abordagem comportamental, pois consegue isolar a criança de imagens e sons externos relacionados ao ambiente odontológico reduzindo significativamente os níveis de ansiedade durante e depois do tratamento.

Referências bibliográficas

  1. Quiroz-Torres J, Melgar R. Manejo de conducta no convencional en niños: Hipnosis, musicoterapia, distracción audiovisual: Revisión sistemática. Rev Estomatol Herediana. 2012; 22(2):129-36.
  2. Rivera I, Fernández A. Ansiedad y miedos dentales en escolares Hondureños. Revista Latinoamericana de Psicología. 2005; 37(3): 461 - 75.
  3. American Academy of Pediatric Dentistry (AAPD) [online], Accesado (17 Oct. 2016). Disponible en URL: http://www.aapd.org.
  4. Venham L, Gaulin-Kremer E. A Self-report Measure of Situational Anxiety for Young Children. J Clin Pediatr Dent. 1979; 1(2): 94-5.
  5. Venham L, Gaulin-Kremer E, Munster E. Interval Rating Scales for Children’s Dental Anxiety and Uncooperative Behavior. Pediatr Dent 1980; 2(3): 198-202.
  6. Marcano, A.A., Figueredo, A.M., Orozco, G. Evaluación de la ansiedad y miedo en niños escolares en la consulta odontopediátrica. Revista de Odontopediatría Latinoamericana 2012; 2(2). Obtenible en: http://www.revistaodontopediatria.org/ediciones/2012/2/art-7/. Consultado el: 17/10/2016.
  7. Naithani M, Viswanath D. Child’s Dental Anxiety: Management by audio and audio-visual Distraction Technique – a comparative study. Univ Res J Dent. 2014; 4(2): 1 01 -7.
  8. Ram D, Shapira J, Holan G, Magora F, Cohen S, Davidovich E. Audiovisual video eyeglass distraction during dental treatment in children. Quintessence Int. 2010; 41:673-9.
  9. Marwah N, Prabhakar A, Raju O. Music distraction--its efficacy in management of anxious pediatric dental patients. J Indian Soc. Pedod.
  10. Prev. Dent. 2005: 168-70.
  11. Divya S, Firoza S, JN J, entre otros. Stress Reduction through Audio Distraction in Anxious Pediatric Dental Patients: An Adjunctive Clinical Study. J Clin Pediatr Dent. 2014; 7(3): 149-152.
  12. Singh D, Samadi F, Jaiswal J, Tripathi AM. Stress Reduction through Audio Distraction in Anxious Pediatric Dental Patients: An Adjunctive Clinical Study. Int J Clin Pediatr Dent. 2014 Sep-Dec;7(3):149-52.
  13. Magora F, Cohen S, Ram D. Audiovisual Iatrosedation with Video Eyeglasses Distraction Method in Pediatric Dentistry: Case History. J of International Dental and Medical Research. 2010; 3(3): 133-6.
  14. Mikala A, Howard M, Wallace D, Allen K. Use of Video Eyewear to Manage Distress in Children During Restorative Dental Treatment. Pediatric Dentistry. 2011 ; 34(5): 1 -6.
  15. Navit S, Johri N, Khan S, Singh R, entre otros. Effectiveness and Comparison of Various Audio Distraction Aids in Management of Anxious Dental Paediatric Patients. J Clin Diagn Res. 2015; 9(12):5-9.
  16. Aitken JC, Wilson S, Coury D, Moursi AM. The effect of music distraction on pain, anxiety and behavior in pediatric dental patients. Ped Dent. 2002; 24(2): 114-8.

Recibido: 15/08/2016
Aceptado: 04/11/2016
Autor de Correspondencia:
Leslie Casas Apayco, Correo electrónico: leslie.casas@upc.pe
Carrera de Odontología, Universidad Peruana de Ciencias Aplicadas
Dirección: Alameda San Marcos cuadra 2 s/n, Chorrillos, Lima-Perú.
Número de teléfono (511) 313-3333

Agradecimiento a la Dra. Evelyn Alvarez Vidigal por la traducción de este artículo al Portugués